quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Aqui somos felizes: sobre o ESTAR

A T. foi-se embora. Volta para o ano na mesma altura. Não não vem passar cá o Natal nem vai aparecer de surpresa porque a inércia substitui o problema do dinheiro. Por isso há que respeitarmos esta opção. (Já agora, não confundir estados de alma debilitados com personalidades-camião. É que não tem nada a ver!) Vai vir de certeza como das outras vezes: cansada, agitada, cheia de malas e num reboliço que me tira a energia.
Tenho cá um dedinho que me diz que a T. me acompanha há mais de mil anos. De diferentes formas, em diferentes contextos mas sempre fortemente presente. O que ainda não lhe consegui explicar foi que preciso de "espaço" para me dar com ela. Qual Guliver na terra dos anões.
Ontem ao jantar todos comeram e falaram e trocaram de lugar. Terminámos o jantar tarde, sobrou comida até dizer chega, os miúdos não dormiram em casa nem foi possível estarmos. (no verdadeiro sentido da palavra: ESTAR!) Foi por isso um jantar ao estilo da T. Claro que ela adorou e claro que quer mais. (e claro que vai ter!)
Saí de lá sem disposição... Um certo sabor a azedo. Nada de novo portanto. Novo mesmo só o meu profundo estado de saturação e uma vontade mais ou menos determinada de não frequentar mais eventos sociais onde não estamos mas onde respeitamos o politicamente correcto.

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