quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Aqui somos felizes: há pessoas que...

Conheci o M. há uns anos atrás. Era uma tarde de Sol, à beira do Rio. Centenas de "iguais" aos gritos, aos pulos, ao som da música. Lembro-me que na altura a Mafalda ficou doida com um qualquer que por lá andava, amigo do M. Passou algum tempo, pouco, até os nossos grupos se transformarem quase no mesmo. Havia pequenas diferenças: as reuniões, as insignias, os locais onde viviamos. De resto, as borgas de sábado à noite, as actividades e os namoros que surgiram entretanto eram só nossos.
Na altura, o M. e a Tita tinham-se deixado. Ainda corriam alguns rumores mas nada de especial. Ele moreno, com cabelos até o meio das costas e um sorriso leve. Ela inexistente. Eu com a certeza de que tinha encontrado um amigalhaço. E foi assim que as borgas de sábado passaram a encontros durante a semana, a actividades preparadas em conjunto, a férias. Além do M. havia outros tantos e além de mim havia outros mais. Que fixe!
Um dia, por pura parvoice separei-me deles. Achei que havia outras coisas para conhecer e para viver. Fui. Nesses sitios encontrei pessoas e coisas contra mim e acabei por nunca mais regressar. (vergonha?) De modo que o tempo passou, levou o cabelo comprido do M. e uma grande saudade de não ter continuado com eles. Vi-o entretanto. Só que as borgas não eram as mesmas nem as actividades nem nada. Limitei-me a trocar um sorriso com o M.
Há um mês atrás o M. saltou das minhas memórias para a minha frente. Estava a trabalhar, empenhada em surflelices e quando reparei nele arranquei-lhe um abraço! Senti o agridoce dos desencontros e confirmei que, apesar da melancolia, sou hoje mais eu, melhor do que... qualquer outra coisa.

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