sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Aqui somos felizes: como gerir?

porque é que quando fazemos muitas coisas, todas ao mesmo tempo, no final fica-nos um ligueiro sabor a irritação? Assim quase como se a energia de que despomos para fazer as várias coisas se fosse e não restasse mais nada para celebrar a nossa eficência. (Mas eficiência? Quem disse tal palavra mais despropositada?) É correr daqui para ali. É gerir relações que nunca são exactamente o que queremos mas qualquer coisa com vida própria. É não acelerar demais e estar como se não houvesse depois. É ir fazendo; para que daqui a muito tempo se diga assim: Pronto está feito.
Ora até aqui é mais ou menos contornável. O problema são as nossas expectativas acerca da coisa. Pois que queremos tudo p'ra agora, não melhor, p'ra ontem pela manhã. Eu pelo gostava de terminar os afazeres para os arrumar; bem arrumadinhos! Sentir aquelas palavras da minha infância: "o dever cumprido". E é que não há maneira de o sentir. É sempre mais e mais e mais. Nunca está terminado, nunca se pode pôr de lado.
Ai a minha vida!

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