terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

As alegrias de se viver com companhia

Hoje dormi muito bem. Descansadita. Mesmo o que estava a precisar. Qual noites em que acordamos de madrugada com as "alegrias" dos vizinhos, qual quê! O problema ficou resolvido na semana passada e eu espero que tenha sido de vez.
Pois que a sorte de escutar os meus vizinhos em momentos mais íntimos das suas relações tem sido uma constante ao longo da minha vidinha: ou se chamam nomes, os gritam com as crianças, ou "dão nela". Sim sim gemidos ou gritos de amor entre as 2 e as 3 da manhã. Do melhor. Para onde quer que vá, lá estão eles, parece que à espreita, mesmo a dizer: "Querida S. estás a ouvir-nos?" Arrrrrrrr Dizia eu, do pior.
Bom, então como é que o Sr. Eng. tratou do caso a semana passada? À laia de assistência de uma grande performance, o meum-mais-que-tudo assim que começou a ouvir os nossos vizinhos em altos desempenhos artísticos toca de bater palmas e de gritar "Boa! Isso mesmo! Boa!" como que contente pelo espetáculo que tinha começado a assitir. Do melhor. Agora sim. Bem, mas eu não me consegui segurar: começei a rir, a rir, a rir alto e bom som. Primeiro porque eu nem queria acreditar que o N. estava a fazer aquilo. Depois porque os vizinhos pararam com a sua performance. A seguir porque o N. ameaçou que da próxima vez que os visse no elevador lhes iria perguntar se não eram eles os nossos queridos vizinhos de cima. Iria, prometeu ele, rematar a amena conversa de elevador com um: "Ah sim sim, já os tenho ouvido várias vezes. Não os conhecia pessoalmente. Mas as vossas vozes são-me muito familiares."

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