terça-feira, 24 de março de 2009

Baús e caixinhas de surpresa (V)

Às vezes dá-me para a nostalgia. Sim, aquela coisa peçonhenta que se apodera do meu pobre coração e que me corroí as entranhas. Fico assim, perdida entre umas quaisquer memórias que o tempo se encarregou de adocicar. Lembro-me com todos os pormenores dos acampamentos, as promessas, algumas amizades, os encontros internacionais, a sede. Juro a mim mesma que lá tenho de voltar porque se foi assim tão bom, que importa o resto? Uma vez feita a promessa, é para cumprir a vida inteira, então de que estou à espera?
Mas, de repente (qual raio de tempestade que faz estremecer os mais corajosos) lembro-me de outras tantas coisas. E assim, sem saber bem como, dou por mim a reviver outras tantas memórias (ligeiramente azedas) como sejam as faltas de respeito, a altivez, o fenómeno do "grupo de elite" e a perceber que os motivos que me fizeram sair há 9 anos são ainda os mesmos que me impedem de lá voltar.
Foi muito bom. Mas também foi muito mau. E feitas as contas (com a verdade do coração), continuo a gostar muito do meu baú de recordações. Toda a maneira são as minhas memórias e estão muito bem nesse lugar.

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