Pois que outro dia em casa, depois de uma noitada de trabalho, vou ver o mail. Eis que me deixo surpreender por uma mensagem da minha chefe. Não é que o mail fosse para mim, mas veio com Cc que também é bonito. Então que sua excelência dizia o seguinte ao destinatário:
Espero que esteja tudo bem contigo.
Se puderes, por favor dá uma vista de olhos pelo site. Está em construção. Ainda tem falhas, mas ajuda-nos por favor a melhorá-lo.
Se puderes, por favor dá uma vista de olhos pelo site. Está em construção. Ainda tem falhas, mas ajuda-nos por favor a melhorá-lo.
Bom, o cumprimento é amigável e perfeitamente natural. O que vem a seguir também não. O site está em construção. Verdade. Eu ainda estou a trabalhar nele e a custo porque não há nenhuma matriz onde acente a contrução do mesmo, é mais que natural que ainda esteja em actualização.
Segunda correcção, ainda tem falhas??? Ai o caneco! Já disse que ainda estou a fazer a coisa e que demoro tempo para que fique tudo bem. Mas apesar disso, acho que o meu trabalho é de uma autêntica heroina porque ou o site tem personalidade ou o destinatário do tal mail percebe tanto de sites como eu de abelhas. Sim, porque o destinatário do tal mailisinho foi o senhor que fez o site em causa. Esclarecidos?
Para rematar a coisa: ajuda-nos por favor a melhorá-lo. Como? É desta que eu não me aguento. Para já, o sujeito da frase tem um problemasinho. Verdade? Verdade! Depois, eu não pedi ajuda a azelhas. Ok? Aliás, eu estou a tentar remendar as falhas dos que se dizem entendidos na coisa. Por último, o por favor, até ficava bem, mas noutro contexto. Estilo: Oh S., por favor, tira uns dias de férias porque eu sou muito doida e só te chateio a cabeça. Variante: S., os meus parabéns pelo trabalho e agora, por favor, traz lá a carta para eu assinar o teu aumento.
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