segunda-feira, 4 de maio de 2009

Lá para os lados da terra fria

Passou-se muito bem o fim-de-semana. 6ªf acordámos tarde como convém a quem está quase de"nano-férias". (senhores??!! será que alguém, além dos senhores da comunicação social, se lembraria de semelhante termo?) Saímos da casa já passava das 11h e mandámos o GPS (oh, o que uma gaja sofre para ir de fim-de-semana sem se chatear, muito, com o seu gajo) apontar para o Lorvão. Pois que a frequesia até é engraçada mas o Mosteiro... é maravilhoso. Recomenda-se e muito uma visita por lá (sem nenhuma visita guiada em forma de cassete, ok?) Almoçámos a bela da sardinha assada com uma saladinha de pimentos, bebemos um café para atestar e rematámos a coisa com um "pecado" conventual. Divinal.
De lá partimos para a Ponte das 3 entradas, depois Aldeia das Dez e finalmente: Quinta da Geia. Tivemos tempo para ir parando, respirar ar puro, registar uns momentos Kodak e explorar a zona (e viva o Viegas mais o seu super roteiro). Ao jantar fomos até Oliveira do Hospital e mais um vez perdemo-nos com as caipirinhas (claro que as de eleição continuam a ser as do Sovaco de Cobra, claro!)
No outro dia, acordei eram 6 da matina como se já fosse meio-dia. Terrível! Apesar de todos os esforços o N. teve mesmo de levantar o cu da cama às 9 porque eu já não sabia mais o que fazer para combater a minha insónia e a minha impaciência. Depois do pequeno-almoço lá seguimos para o Piodão, Côja mais Tábua onde comemos que nem uns animais. De lá para o hotel onde bem chorámos a falta de um fato de banho. Jantámos no restaurante do ladrão da aldeia: João Brandão e por fim deliciámo-nos com o baloiço do hotel. Nesta noite já não tivemos problemas com a luz do quarto a dizer EXIST: o Sr. Eng. tratou do problema. (e ainda há quem se chateie comigo quando lhe chamo cigano.)
Ontem fomos até ao Sabugueiro abastecer-nos para a dieta. Veja-se: um queijo amateigado (para a familia lá ir para a semana lambusar-se); um paio (idem); um "bocadinho" de bacon (idem); e 2 chouriços (encomenda, valha-nos isso). Aldeia da Serra, S. Romão, etc até Seia. E em Seia, perdi-me. O museu do pão é assim uma coisa de uma pessoa se sentir Romana. Qual banquete em que se vomita para continuar a comer. A visita é soberba, a organização fantástica, o museu engraçado e a comida.... é de chorar. De modo que às 4 da tarde, quando quisemos dar por terminadas as nossas quase "nano-férias" e fazer-nos à estrada, tinhamos uma fila de carros estacionados à frente do nosso. O N. bem tentou accionar o comando do carro para o transformar em nave mas não teve grande sucesso. Então, toca de descer tudo outra vez até ao restaurante, aproveitar para triturar o almoço. Na recepção, dissemos que tinhamos um problema. A senhora disse-nos logo para termos calma que tudo se resolvia e quando verbalizamos a questão só tivemos tempos de acrescentar, a senhora tenha calma, antes de lhe dar um treco. Foi-nos dito que as nossas calças de ganga das quase "nano-férias", o cabelo desgrenhado do vento e os ténis que traziamos foram confundidos com os convidados do baptizado. Respondemos que não tinhamos participado em qualquer espécie de benção, não tinhamos crianças e que só queriamos voltar para casa. Riram-se. Aconselharam-nos o bar para espera (pequena!) enquanto resolviam o problema. Olhamos um para o outro e pensamos, sem nos atrevermos a verbalizar: "se calhar é melhor telefonarmos às nossas mães para elas virem jantar connosco aqui. " Bom, mas efectivamente a coisa resolveu-se rapidamente (graças à senhora da calma) e lá voltamos nós para a nossa vidinha.
Para Agosto haverá mais...

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