terça-feira, 21 de julho de 2009

Diz que é uma espécie de restaurante

Ontem ao jantar fomos festejar aqui a Mestra. O povo todo, eramos 9 cabeças, escolhemos um restaurante perto de casa para ninguém ter que mexer nos carros. Ora pois, primeiro problema: a nossa preguicite. Chegados à porta o N. não gostou do aspecto. O meu pai também não. O J. disse que era bom porque já lá tinha ido. Decidimos entrar.
- Podemos sentar-nos na esplanada?
- Não porque depois nós não conseguimos circular.
- Ok. Nós entramos. Somos 8 com um carrinho de bébe.
O senhor traz a lista e diz que o que está assinalado não há. Diz também que as pastas e as pizzas não são especialidade da casa. Ok. Quase todos vão para os outros pratos. O meu pai pede bacalhau. Passados 2 minutos:
-Desculpe, mas acabou. Também não temos qualquer peixe para grelhar. Desculpe mas hoje é 2ªf e os fornecedores não vêm.
O meu pai pede para substituir o prato por favas com ovos escarlfados. Passados 2 minutos:
- Eu peço desculpa mas é 2ªf e por isso os fornecedores... é muito complicado. Por isso, as favas acabaram e não temos ovos.
Bom, aqui já o N. bufava mas o meu pai ainda não tinha perdido a calma:
- Então quero lombo de porco com farinheira sem migas. (pede o meu pai)
- Eu também quero mas com migas. E substitua o feijão verde por uma sala, por favor. (diz o N.)
Bom, chega a comida. A picanha era de uma vaca centagenária. A minha massa era a única que era boa (e pensar que os outros partos é que eram a especialidade da casa...). E o prato do N. veio sem migas. Perguntou ao senhor, à outra senhora que também estava a servir pelas migas e nada. Finalmente, o senhor pára na nossa mesa para nos dar atenção:
- E as migas? (pergunta o N.)
- Estão por baixo.
- (o N. levanta o prato e pergunta) Por baixo do quê?
- Não está por baixo da carne? Então é porque acabou.
O N. manda um olhar ao senhor que até eu me encolhi. Sinceramente e à distância de umas horas, até acho que o senhor teve bastante sorte porque o N. estava mesmo para lhe atirar o prato à cara. O senhor ainda teve tempo de compôr a coisa:
- Quer que lhe faça um bitoque? Eu trago-lhe um bitoque.
- Deixe! Traga-me arroz.
Bom, ainda pedimos mais umas coisas. Sempre que o fizemos, apelámos aos anjos que não houvesse qualquer tipo de problema com os fornecedores. Não houve.
Pedimos a conta. O senhor ofereceu uma água e uma imperial mas esta operação de charme não amançou o meu pai. Ficámos 10 minutos à espera, já fora do restaurante, que ele passasse a desanda no homem.
E pronto, fomos ao Fonte Nova vingar-nos nos gelados!
Àquela coisa, não voltamos. Jamé!

2 comentários:

RFM disse...

Não é partos... é Pratos! Já tás com pensamentos muito adiantados ;)

Arroz Xau Xau disse...

Oh mulher, eu estou possuida é certo. Mas olha que tu... onde é que estão os partos??? É que já reli isto montes de vezes e não sei se é da minha efectiva falta de visão mas não vejo os "partos" em lado nenhum.
Devo ficar ainda mais preocupada?