quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Programa para o serão

Ora pois que a malta anda cheia de trabalho. Pois é. Mas isso não interessa nada quando chegamos a casa e cheira mal para caneco e a cozinha está cheia de mosquitos. Pois é. Então toca de investigar. Qual Sherlock Holmes de trazer po casa. É deitar um delicioso foral de Olhão inteirinho para o lixo. É matar mosquitos na parede, no tecto, na bancada. Em todo o lado e, depois, claro, limpar aquela nhenha. Não é verdade? Pois é. Entretanto, já passava das 11 da noite. Nada de produção. Nada da origem da porcaria dos mosquitos. Até que o gajo, vai dar com o que em outros tempos foram cebolas. Pois é. Um cheiro pestilento. Um liquido indescritivel. O carrinho das cebolas, batatas e sacos todo sujo.
A origem estava descoberta. Toca de pôr as ditas no lixo e ver o que iriamos fazer às outras. E as horas a passar. Já tinha dito que estamos cheios de trabalho? Pois é. Uma verdadeira alegria. Toca de descascar as cebolas que estavam em risco de se transformar. A parte mais engraçada foi quando começámos a chorar. Pois é. Agora, eu não sei se chorávamos porque as horas e o trabalho que tinhamos para fazer estavão a ir à vida ou se da porcaria das cebolas mesmo.
Prosseguindo. Toca de juntar às sacanas migadas sal, vinho branco, alhos (descasca-los também), azeite, louro, um bocado de caldo knorr, malagueta e, numa das doses, acrescentar pimentão doce e pimento verde. Sim, porque se era para fazer ao menos que fosse em quantidade. Vai que um dia nos dava para fazer um arroz de peixe ou uma carne assada e não tinhamos refugado para a coisa.
O resultado? 2 valentes tachadas de refugado. As mãos a cheirar a cebola e alho. E o congelador recheadinho de um qualquer preparado cheiroso. Oh sorte!

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