sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A salvo (??)


Foi talvez uma pretensão minha achar que me mantinha a salvo. Qual sala de espetáculos comigo na plateia. Digamos que durante algum tempo foi assim. Mas a partir de ontem/ hoje, já nem sei bem (pouco importa) a revolução bateu-me à porta. Não que a tenha convidado a entrar: ela entrou à bruta!
Ora, o facto não me deveria surpreender. Sonhei muitas vezes com algumas das mudanças que estamos a viver. Fui avisada de que a partir de agora tudo o que não servisse mais ao nosso crescimento, ser-nos-ia arrancado. À bruta! Na altura fiz logo um exame de consciência (às vezes acho que tenho vocação para a auto-análise). Procurei, com afinco, o que estava "a mais" na minha, nas nossas vidas. Encontrei uns quantos nós e pensei: Eh pá, que fixe. É desta que me livro de certos e determinados pesos! Não me ocorreu que as coisas que viriam a ser cortadas fossem, na verdade, aparentemente, importantes ainda. Quer dizer, não é que eu seja medrosa (nahhhh) ou que queira sempre coisas fáceis mas a confirmação de uma expectativa deixa-me sem chão!
Ele é cara "em obras", pessoas desiquilibradas com fartura, ouvidos semprei cheios de dramas e confusões, trabalho e mais trabalho, falta de reconhecimento, falta de profissionalismo, toda a gente a gritar...
Por isso, procura-se, com alguma urgência, uma canoa forte com velas e remos. 2 cadeirinhas confortáveis e um grande chapéu de sol/ chuva no interior. Mais um pequeno espaço para guardar uma mala de viagem e um mini bar para a comida. Quem sabe se assim não estaremos verdadeiramente a salvo...

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