quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Aqui somos felizes: os tolos.

O N. é meu conhecido. Apenas. Oiço falar dele frequentemente mas nunca apareceu lá em casa (ou pelo menos não desde que eu acentei arrais por aqueles lados) nem participa nos convivios da malta. Não por falta de vontade dele mas porque toda a gente o tem na conta de tolo. Dizem que é de perder a paciência com tanta estupidez e/ou burrice. Para mim, como não tenho de conviver com ele, é me igual. Só que ontem o amável conhecido N. ganhou, aos meus olhos, um estatuto de referência. É que o N. é um tipo absolutamente feliz. Feliz porque comprou uma casa no meio de nenhures do outro lado do rio e está convencido que mora na Central Park de Portugal. Feliz porque conseguiu convencer os senhores da Opel de que não precisava de trocar as pastilhas dos travões porque do sitio onde mora até ao trabalho é sempre andar: não precisa de travar quase nada. Feliz porque casou com a mulher mais linda do planeta (e aqui para nós que ninguém nos ouve, a senhora é de fugir). Feliz porque tudo, absolutamente tudo o que os outros lhe dão a conhecer, ele já sabe como é, já viu, já conhece, gosta muito, mas ainda assim... prefere indiscutivelmente o que ele tem. E para mim, este auto-conceito é fascinante!

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