E entretanto a malta cresceu. Diz o cartão do cidadão que não somos já jovens adultos mas adultos de plenos direitos e deveres. Ora é nesta altura (não para todos, ok!) que percebemos que é muito mais fácil fazer como fizeram connosco do que inventar um novo caminho. Na verdade, a crítica ou o conformismo são óptimos aliados de uma filosofia de vida muito pouco interventiva. Às vezes, faze-mo-lo sem ter a perfeita consciência, outras por pura inércia. E que mal nos fica.
Se não gostámos de ouvir, se não gostámos do que fizeram connosco porque não imaginar uma outra forma? Talvez porque dê trabalho, talvez porque implique sair de uma zona de conforto onde nos é possível dizer: Ah! mas se fizeram assim comigo, a culpa não é minha. Talvez porque o nosso crescimento foi tão enviusado que agora julgamos que o suposto "opressor" é, afinal de contas, um herói.
Não sou fanática porque nada mas começo a achar que antes do cartão do cidadão atestar que fulano X é adulto, o tal fulano deveria passar por uma prova. Nada de conhecimentos teóricos, nada de grandes filosofias ou de saberes feitos mas uma prova de vida onde ele demonstrasse que consegue pensar por si no seu processo. Quero eu dizer que (mais uma vez, fundamentalismos à parte) é essencial à declaração de ADULTO um auto-conhecimento, uma auto-análise, um processo de reflexão profunda sobre nós: o que nos aconteceu, do que gostámos, do que não gostámos e se o que fomos hoje é assim tão diferente do que já fomos. Acredito na responsabilização (e por favor, não confundir com culpabilização) do fazer diferente.
1 comentário:
É lixado quando crescemos.. mas é importante responsabilizarmo-nos pelos nossos actos!
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