sexta-feira, 12 de março de 2010

Este não é um baby blog (II)

Antes de tudo: Cara de Bolacha, este post NÃO PODE SER LIDO POR TI. Por favor!
Ora que ontem fui jantar a casa dos meus pais porque a Chica estava lá. Cheguei mesmo a tempo de lhe dar o jantar. A Chica ainda só diz não, papa, Papá, Mamã e emite sons estridentes bastantes elucidativos do que quer. Então que para que ela comesse só o prato, sem pensar na porcaria da sopa, eu sentei-me em 3 sítios diferentes, fingi que aqueci a comida no microondas, liguei o rádio porque a "senhora" gosta de música enquanto come e passei-lhe para a mãos uns talheres de plástico para ela ir comendo ou ajavardando a coisa (sinceramente não percebi muito bem). Certo é que eu estava estoirada, que só pensava nas compras que tinha de fazer a seguir ao jantar, na roupa que tinha para arrumar em casa, no que tinha de preparar para trazer para o trabalho no dia seguinte, na ... Portanto, eu tomei aquele momento como uma quebra e, por isso, gostava brincar com ela, não que ela brincasse sozinha (e à custa da minha pouca paciência) e que jantássemos como nos filmes. Tipo, cada um sentado no seu lugar, a comer, animada conversa, alguma brincadeira (em que TODOS participássemos de forma igual) e essas coisas. Nada. A Joana tomou este momento como mais um, de entre muitos, de festa!
Às 2 por 3 mostro-lhe cara feia. A miúda olha para mim e começa a querer avacalhar ainda mais a pouca ordem que já havia naquele jantar. Quando eu estou quase quase a passar-me para o outro lado, a Chica abre um sorriso gigante e comunica telepaticamente comigo (sim, eu apanhei a mensagem): estava só a ver se estavas atenta. Ehehe Estou a brincar! Eu não sou sempre assim.
Nesta altura, os meus pais dizem: oh S. não mostres essa cara à menina que ela é muito calminha. Hoje não está bem disposta. Coitadinha! E eu: o que entendem vocês por calminha? Espera, mas as crianças, em horários pós-laboral (sim porque no laboral, eu tenho uma ideia de como é e confesso que gosto muito) normalmente são piores?
Como é que isto acabou? Então acabou comigo a pensar que se algum dia pensar em ter filhos tenho de me inscrever antes num CPM. Já que não fiz para o matrimónio, agora tenho de o fazer para a maternidade. Não me escapo! E com a minha mãe a pensar que realmente não era nada bem pensado a convivência tão chegada com os meus sobrinhos. Tipo: passar férias com eles ou dar-lhes o jantar depois de um dia cheio de trabalho. Mas ao invés de exprimir tais pensamentos, a minha mãe, como grande Senhora que é, compôs a coisa dizendo-nos (sim, eu sei que ela também disse isto a ela mesma): Vá S. tudo vem com o tempo!

Sem comentários: