A 3 de Dezembro tenho as prendas de Natal praticamente todas feitas. Não, isto não é de gaja. De todo! Porque gaja que se preze deixa tudo para a última, atafulha-se nas filas dos Centros Comerciais depois de ter dito 30 mil vezes que faz sempre a mesma coisa todos os anos. Fala com as amigas para ter ideias. Gasta tudo o que tem e não tem em 3 dias e 50 mil saquinhos pequeninos com insignificancias "porque este ano estamos em crise".
A 3 de Dezembro tenho um plano de trabalho daqui ao Natal que bem esticadinho daria, assim bem à vontade (decansadita e tal), vá, para não parar até ao Verão. E sim, isto é MUITO de gaja. Porque gaja que é gaja faz 30 mil coisas ao mesmo tempo, enquanto engendra mais qualquer coisa para fazer depois de acabar essas 30 mil coisas. É assim: quem tem cabeça para muito, tem tudo; quem não tem, não tem nada e nós gajas... pronto, somos muito "pensantes". Ora pois que a 3 Dezembro eu estou digamos que preparadinha para não me levantar da cama nos próximos 360 dias (assim só para não dizer que é um ano inteiro). As férias vão longe, muito longe mesmo, mas em compensação o meu cansado está PERTO, pertinho, perigosamente perto! Ontem, dei por mim a falar ao telemóvel de olhos fechados e luzes apagadas, a escrever o que me tinham dito para conseguir processar a informação, a conversar alto e bom som comigo mesma para não me esquecer de nada (sobretudo de raciocinar!) e a resolver coisinhas à medida que ia riscando uma lista manhosa com outros afazeres. De modo que me sinto de tal forma bem que já reservei uma viagem (e só uma porque eu não gosto de arrastar ninguém para estes filmes) para a passagem de ano. Será até ao Hospital Júlio de Matos ou Miguel Bombarda, que eu não sou esquisita. Estou em crer que me vai fazer muito bem e que nos vamos divertir muitissimo. A malta que lá vive, eu e os nossos amigos em comum: aqueles que só eles e eu vemos e mais ninguém. A melhor parte será quando, por um acaso desta grande "festa", eu me começar a babar: ninguém se irá chatear comigo; ou, quiçá, se eu quiser ficar sentada num sofá o dia todo com olhos de carneira mal morta, a contar histórias da gente maluca que eu tenho conhecido ultimamente, não haverá problema algum. Os senhores que tormaram conta de nós, deduzo eu, até ficaram bem contentes: pelo menos não dou trabalho; por último, a "cereja em cima do bolo" acontecerá quando, e se por outro acaso, eu começar a dizer impropérios: nesta altura, todos me darão um desconto. Portanto, está decidido: vou dar descanso ao meu cérebro.
Sem comentários:
Enviar um comentário