quarta-feira, 9 de março de 2011

Sobre o Carnaval

4 dias fora. 4 dias sem o gajo. 4 dias de volta da pedagogia, essa tal arte abstrata, apenas acessível aos que a ousam praticar. E volto. Volto mais serena, com o corpo desintoxicado de carne e peixe, a falar baixo (o que irrita o gajo), em estado zen (o que irrita ainda mais o gajo) e disposta para a mudança.
A distância tem destas vantagens (já lá dizia o gajo): faz-nos lembrar porquê é que o outro é O escolhido. Porquê é que só podia ser aquele e mais nenhum. Ao fim de 2 horas de caminho apeteceu-me voltar para trás e dizer que era apenas uma brincadeira de Carnaval e que eu não ia nada passar os 4 dias fora. Mas depois começámos a fazer coisas, a ouvir o Espanhol e as saudades passaram. Na 2ª noite achei a cama demasiado pequena e fria e no último dia, achei impossível que algum dia tivesse discutido com ele. É que, às vezes, mas só às vezes, entre o barulho do dia-a-dia e os excessos dos nossos feitios, esquecemos-nos do essencial. E o essencial somos nós os 2, aqui, nesta casa.