Estou na avó com a Meia Leca. A minha filha ri, chora, caga fralda a trás de fralda, come e brinca como qualquer bebé. A avó "baba-se" e eu, eu... tento trabalhar. Não me consigo habituar à ideia de que a Meia Leca veio para ficar e que portanto, eu tenho 2 hipóteses: ou me converto numa trintona mal disposta ou assobio para o lado e vou fazendo o que posso (que é como quem diz, NADA). Se ela é o meu melhor também é o meu mais difícil. E nem a sabedoria de uma tia já antiga me consola a alma: "tudo o que mais nos custa é o que nós damos mais valor." Pois deve ser. Mas como eu ainda não me rendi à evidências... Mesmo a ideia de fazer uma ou outra directa para ter o trabalho todo em dia, não parece suficiente, quanto mais não seja porque se eu penso mal a dormir pouco, imagine-se a não dormir. Resumindo: tudo seria mais fácil se ter filhos fosse como a entrada num trabalho: primeiro a recibos, depois contrato de 6 meses, depois 1 ano e a seguir, se nós gostarmos do trabalho e o trabalho de nós, passamos a efectivos! Mas não. Os nossos filhos quando nascem reclamam logo um estatuto de trabalhador há 30 anos numa empresa!
Entretanto, vou-me fazer aqui aos livros, entrevistas e afins para ver se não me sobra muito tempo para analisar esta minha vidinha de Vaca leiteira Vs Higienista com especialidade em linguagem de bebés.
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