quinta-feira, 17 de maio de 2012

A tecnologia que não há em mim

O Sr. Eng. ofereceu-me um android nos anos. Insistiu dizendo que era fixe e tal e coisa. Eu cumpri a minha parte: "Amorsinho, eu das novas tecnologias, nem o manual de instruções. Quanto mais..." Conversa puxa palavra, lá veio o android parar-me às mãos. Agradeci a medo, confesso. Nas primeiras 24 horas quase lhe dei uma trinca, que o diabo do "bicho" tinha vontade própria e não fazia nada do que eu queria. Depois habituei-me e agora já somos grandes amigos (como quem diz...). Vai daí que outro dia precisei de tirar fotos e fazer umas gravações audio no "bicho". Fiz. Correu tudo bem. Só que o Sr. Eng. disse-me que o meu cartão era pequeno e que eu precisava de apagar coisas se não deixava de receber chamadas e que tralálá, pardais oh ninho. Como bem mandada que sou, fui-me ao "bicho" e apaguei as musicas todas porque achei que ocupavam muito espaço (precioso para as minhas fotos e gravações!) Voltou a correr tudo muito bem e eu toda contentinha por já dominar o "bicho" de trás para a frente. O problema começou quando deixei de ter o meu toque. Reclamei com o Sr. Eng. e ele disse que me actualizava o "bicho" e que podia ser disso. Estávamos muito bem nas ditas actualizações quando o Sr. Eng. me diz espantado:
- Olha lá o que é que aconteceu às músicas do teu telemóvel?
E eu orgulhosa o meu feito, sem ajudas, sozinha:
- Atão, apaguei-as porque me estavam a ocupar "MUITO" espaço.
Ele riu-se, deliciado com a minha inaptidão para a tecnologia e diz:
- Pois. Isso explica muita coisa, nomeadamente em relação à mudança do toque do teu telemóvel!

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