O Sr. Eng. teve a mãe no hospital. Aflito, procurou levar-lhe tudo o que ela precisasse para recuperar rápido. Por isso, pediu a um colega para lhe comprar, à hora do almoço, a porno-xaxada do momento. A senhora sua mãe gosta de ler. No hospital tem tempo. Nada melhor do que um livro para a entreter. Acontece que o Sr. Eng. não se preocupou em saber do conteúdo de tal literatura. Ligou apenas aos números: um dos livros mais comentados do momento. E pronto, foi assim, que a Senhora minha sogra, de joelho enfaixado, numa enfermaria cheia de senhoras pré-históricas, aflitas dos ossos, se pôs a ler o último presente do filho.
Entrou a primeira enfermeira e gozou-a. Entrou a segunda e disse-lhe que já percebia porque é que ela estava a recuperar tão bem. Entrou a terceira e disse-lhe que fazia muito bem em ler mas que não ia aprender nada; que tudo o que lá estava escrito, a minha sogra já sabia mas que assim como assim, talvez fosse melhor trazer-lhe umas folhas de papel para forrar o livro.
De modo que neste momento, a mãe do Sr. Eng. já está em casa, mais cedo do que o previsto. O livro está praticamente lido e já anda nas bocas do mundo da família. De tal forma que até a mim, por indicação do Sr. Eng., o livro já me foi oferecido. Quando terminar, voltamos a falar. Sim?
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