
O b'soud chegou ontem. 2 horas de atraso. As mesmas 2 que teve à ida. Vem igual ao que foi só que um pouco mais cansado. Jantámos muito, fora de horas e falámos sobre o que tinham sido as nossas semanas.
Não foi um reencontro memorável porque isto de não ver as pessoas durante algum tempo parece que nos deixa distantes delas mesmo quando regressam. Talvez o nosso corpo demore a "relembra-mo-nos". De modo, que me irritei com o beija-mão que tivemos de fazer antes de ir para casa, queimei-me com a comida e adormeci no sofá com um neura que chegava para os vizinhos do prédio inteiro.
Durante os 10 minutos que estive à espera no aeroporto, as lágrimas foram-me caindo. Ainda não consegui perceber se aquela porta que se abre e fecha em continuo me angustia o coração ou me dá uma alegria que vem das tripas. Observei a multidão expectante. Ouvi os gritos, li os cartazes de boas-vindas e confundi-me, por momentos, com eles. Nem a tecnologia mais avançada, nem o dinheiro que gastam se compara aquele abraço.
Não importa se tapam a passagem. Querem lá saber do cansaço da viagem ou das tristezas da terra que deixaram. Importa aquele abraço: "Que saudades..."
1 comentário:
Amo-te muito :)
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