Despedi-me das gajas e meti-me no metro do Rossio. Passo o belo do cartão nas máquinas e pimba, não tinha dinheiro suficiente para ir dali até à próxima paragem ou até ao fim da linha. Nada. Sim porque dizem que este cartão é muito bom mas a verdade é que não dá para carregar com viagens. Só com guita. Ora vou tentar carregar este maravilhoso cartão num quiosque do Metro e pimba. Fechado. Como é que eu sei? Porque perguntei a um senhor que tinha uma chapa na lapela identificando-o como trabalhador de onde? Pois é, do METRO! Fantástico. Ora toca de ir às máquinas. Só consigo carregar o famoso cartão com guita, já tinha dito, não é? Não tenho suficiente. Fui ao multibanco ali ao lado. Pimba. O atrasado mental também não tinha guita. Volto à máquina e o carocho que estava lá ao fundo a pedir (claro, estamos a falar de uma estação de Metro. É normal que haja carochos a pedir...) vem a correr para me explicar como é que aquela m*** funcionava. (esta é a parte que já não é assim taõ normal!) Eu estava quase a dar uma trinca à máquina quando o carocho começa a carregar freneticamente (eu até fiquei parva com a destreza do bicho a mexer naquela máquina estranbolica) enquanto dizia: Faz assim, e assim e assim e assim. Os meus olhinhos aos saltos entre o dedo dele e o ecrã. Ora como não tinha guita suficiente para carregar o cartão, digo-lhe que quero um bilhete novo. Voltámos à mesma música. Então, faz assim e assim e assim. (foi tal o ritmo e eficiência da coisa que eu só me perguntava porque é que os senhores do Metro não contratam o carocho.) É 1,30€. Pimba. Não tenho guita. Canso-me daquela conversa, rogo mil pragas às máquinas, ao sistema capitalista e mais ao filha da mãe do gajo da estação de Metro e decido ir de autocarro para casa.
(mais tarde quando contei esta minha pequena aventura ao gajo, ele só me perguntou incrédulo: Eu não acredito que tu pediste uma moeda ao carocho?!?! Aaaaahhh! Eu lá era rapariga para uma coisa dessas.)
Sem comentários:
Enviar um comentário