
Rebenta a bolha. E porquê? Porque a partir de agora os meus ouvidos passaram a filtrar frases que englobem, em conjunto ou mesmo separadamente, palavras como: quando, bebé, eu. Pura e simplesmente vou fazer de conta que não está cá ninguém e mudar estrategicamente de conversa. Eis algumas coisas que tenho ouvido (seguidas das respostas que a minha cabeça maluca congemina enquanto me saí um politicamente correcto: um dia destes.)
- Ah S. mas já está na altura.
Como? Toda a gente sabe que os trinta de hoje, são os vinte de antigamente. Portanto, pelas minhas contas, eu ainda tenho 19. E toda a gente concorda que uma gravidez na adolescência é complicado.
- Ah mas oh S. com a criança depois tu cresces.
Quê? Mas isso é uma intimação? Algum inevitável. Mas... onde está a história do Peter Pan e da Sininho? Oh por favor, não acabem já aqui com todos os meus heróis. Já só me falta saber voar para chegar lá.
- Ah oh S. mas depois tu vai ver que é muito bom.
Ora pois, então e quando o chavalo acordar a meio da noite só porque sim, ou quando quiser brincar comigo como a Chica quis outro dia, ou quando acordar cedinho ao fim-de-semana, eu por acaso poderei reclamar para a fábrica? Terei algum tipo de associação que defenda os meus direitos à sopa e descanso? Não? Então não quero.
- Ah S. mas tu tens tanto jeito com crianças. Normalmente as pessoas que trabalham com elas até querem ser mães cedo.
E gosto. Muito mesmo. Mas lá está, gosto no horário laboral. Estou farta de dizer isso. É tão divertido que aconselho toda a gente. No horário pós-laboral gosto, lá está mais uma vez, de sopas de descanso. E quanto ao cedo, eu já disse que ainda sou adolescente.
Bom, e agora que já testei e comprovei o meu estado criançola, vou fazer pela vida e ver das criances (DOS OUTROS!!! ok?)
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