Ontem fui ao médico. E para princípio de conversa odeio estes "passeios". Não pelos médicos em si, que até ao momento tenho mais a dizer bem do que mal mas porque assim que penso em marcar uma consulta vem-me logo à ideia as hipocondriacas que não largam os consultórios por nada deste mundo. Bom, mas com mais ou menos pancas, lá fui eu com umas dores de barriga daqui até ao outro lado da estrada. Estava mesmo a sair da minha salinha quando dou de caras com a minha chefe.
- Não quer ir por mim ao médico, pois não? - a minha última tentativa de fugir com o rabo à seringa.
- Mas porque? - pergunta a chefa sem ligar nenhuma ao meu profundo ar de sofrimento.
- Ora, porque não me apetece ir e assim como assim, temos de ser uns para os outros e Dra. podia ir lá por mim.
- Ah claro. Então e o que é que eu dizia? - pergunta ela, qual desenrascada, sem conhecer as potencialidades infinitas desta minha cabeçinha pensadora.
- Então diz que vai em minha representação, que eu estou muito bem obrigada, que fiz todos os exames que a médica me passou no ano passado (e que está tudo bem! digo eu, especialista no meu corpo), que tenho bebido muita águinha todos os dias como uma boa menina e que para o ano, juro (pela minha saudinha) que vou lá em pessoa.
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